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Veja: Cannabis e psicodélicos podem ser usados no tratamento da dor crônica?

 

Segundo a Sociedade Brasileira de Estudos da Dor (SBED), ao menos 37% dos brasileiros sofrem com algum tipo de dor crônica, aquela que persiste por mais de três meses.

Como lembra o médico anestesista André Magalhães, nos últimos anos, a dor crônica — que pode ser desde uma enxaqueca até a neuralgia do trigêmeo — passou a ser compreendida como uma patologia, diferente da dor aguda esporádica. Atrelada a essa condição, existe outra que costuma acometer os mesmos pacientes, seja por causa ou consequência: a depressão.

Em um artigo para a revista Veja, Magalhães, que é membro da Associação Internacional para o Estudo da Dor e criador do canal digital Explicando Dor, apontou que, juntas, a dor crônica e a depressão tornam a vida do paciente e o controle dessas doenças bem mais desafiadores.

O médico lembra que uma das indicações possíveis para o tratamento é o uso de opioides, desde que sob acompanhamento médico rigoroso e contínuo. Mas o mau uso do fármaco pode levar à dependência, que hoje é um dos principais problemas de saúde pública nos EUA.

“Novos estudos, contudo, têm demonstrado que o uso da cannabis medicinal e de alguns psicodélicos, como a psilocibina e a cetamina, podem ser de grande ajuda no combate tanto à dor crônica como à depressão. Além de apresentar um bom perfil de eficácia e segurança, eles costumam ter menos efeitos colaterais do que classes como os opioides”, escreveu Magalhães, citando um trabalho publicado na Nature.

Em outra pesquisa, publicada no periódico Pain Physician, o médico lembrou que pacientes com dor crônica que receberam cannabis reduziram a ingestão diária de opioides em até 67%.

Além da necessidade de pesquisas mais aprofundadas com essas substâncias, o preconceito e o estigma ainda são barreiras que impedem as pessoas de acessarem esses tipos de tratamento, de acordo com o autor.

Ainda assim, segundo ele, são alternativas promissoras para melhorar o tratamento de milhares de pessoas que têm sua saúde física e mental comprometida pela dor crônica e a depressão e não respondem tão bem às abordagens convencionais.

“Se você enfrenta ou conhece alguém que enfrenta essa batalha atualmente, meu conselho é: não desista!”

Para ler o artigo completo, clique aqui.

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