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Ayahuasca

Psicodélicos podem aumentar desempenho sexual, aponta estudo

 

Cogumelos mágicos, LSD e outras substâncias psicodélicas podem contribuir para melhorar a função sexual por um período prolongado após a experiência com essas substâncias.

Estas são as conclusões de um estudo conduzido por pesquisadores do Centro de Pesquisa Psicodélica do Imperial College London, publicado na revista Nature Scientific Reports. De acordo com os pesquisadores, trata-se do primeiro estudo científico conhecido sobre os efeitos dos psicodélicos na sexualidade.

Para chegar às conclusões, os pesquisadores combinaram dados de dois estudos diferentes. No primeiro, os pesquisadores selecionaram 261 participantes que já planejavam consumir psicodélicos de forma recreativa ou cerimonial. Antes de ingerir as substâncias (como psilocibina, ayahuasca, DMT, cacto San Pedro e LSD), os participantes responderam a um questionário online, repetindo a tarefa mais duas vezes, com quatro semanas e depois com seis meses.

O segundo estudo, conduzido pelo professor Robin Carhart-Harris, envolveu 59 participantes em um ensaio clínico para avaliar o uso de psilocibina no tratamento do transtorno depressivo maior. Destes, 30 receberam psilocibina, enquanto 29 foram tratados com o antidepressivo escitalopram, um tipo de ISRS.

Os participantes que receberam psilocibina mostraram uma maior probabilidade de relatar melhorias em todas as áreas da função sexual ao término do ensaio clínico, com as melhorias mais notáveis ocorrendo na excitação sexual, interesse, satisfação e comunicação com o parceiro.

Já os pacientes tratados com escitalopram tendiam a relatar diminuições. Uma exceção foi a satisfação com a sua aparência, que melhorou em ambos os grupos. Além disso, os níveis de disfunção sexual relatados foram significativamente menores no grupo da psilocibina (13% relataram disfunção sexual ao final do ensaio) em comparação com aqueles no grupo do escitalopram (59% relataram disfunção).

“Nossas descobertas sugerem implicações potenciais para condições que afetam negativamente a saúde sexual, incluindo depressão clínica e ansiedade”, afirmou Tommaso Barba, autor principal do estudo, ressaltando que, embora as descobertas sejam importantes, ainda estamos longe de uma aplicação clínica clara.

Para ler o estudo completo, clique aqui.

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