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Estudo revela sincronização inesperada de neurônios sob cetamina e LSD

Cada vez mais estudos mostram que os psicodélicos podem ajudar a tratar questões mentais, como a depressão. Eles fazem isso ao mudar temporariamente a forma como o cérebro funciona. O problema é que ainda não sabemos muito bem como essas substâncias fazem isso. Entender essas mudanças pode nos ajudar a tratar melhor as pessoas e até a aprender mais sobre a mente humana.

Cientistas da Universidade de Lund, na Suécia, deram um passo em direção a esse entendimento. Em um estudo publicado no periódico Communications Biology, da Nature, os pesquisadores mostraram o que acontece com os neurônios quando recebem substâncias psicodélicas, como o LSD e a cetamina. Ao medir 128 áreas do cérebro em ratos acordados, eles descobriram que existe uma sincronização inesperada e simultânea entre as regiões medidas.

Ondas cerebrais são atividades elétricas periódicas que ocorrem quando grupos de neurônios trabalham juntos. Esses sinais podem nos ensinar mais sobre alterações da mente e psicoses. Foto: Pär Halje

Apesar do LSD e da cetamina afetarem receptores diferentes no cérebro, os padrões de onda se mostraram os mesmos. Para o pesquisador Pär Halje, que coordenou o estudo, a forma como os neurônios se comportam juntos — e não de forma individual — podem ajudar a entender melhor a experiência psicodélica.

“As oscilações se comportam de maneira estranha. Poderíamos pensar que uma onda forte começa em algum lugar e depois se espalha para outras partes do cérebro. Mas, em vez disso, vemos que a atividade dos neurônios se sincroniza de forma especial — as ondas no cérebro sobem e descem essencialmente ao mesmo tempo em todas as partes do cérebro onde somos capazes de fazer medições. Isso sugere que existem outras formas de comunicação das ondas além das sinapses químicas, que são relativamente lentas”, explicou Pär Halje.

O pesquisador enfatiza que não é possível afirmar se são as ondas que causam as alterações no consciência ou se são apenas um indício delas. Mas, segundo ele, isso pode ser usado como um modelo de pesquisa para psicoses, uma vez que não existem bons modelos. Além disso, é possível ainda que a descoberta seja um caminho para ajudar a desvendar um dos maiores mistérios da ciência: o surgimento da consciência.

Veja também: Microdose psilocibina

Imagem: Kelvin Valerio/ Pexels

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