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‘Elástica’: reportagem destaca pesquisa de diretor médico da Beneva com psicodélicos

O uso de psicodélicos para o tratamento de dependência de substâncias foi tema de reportagem no site Elástica, da editora Abril. A reportagem assinada pelo jornalista Carlos Messias destaca o trabalho do Dr. Bruno Rasmussen, diretor médico da Beneva, que já realizou mais de dois mil atendimentos do tipo, e do psicólogo Bruno Ramos Gomes, responsável pelos atendimentos da clínica.

No texto, o jornalista explica que, apesar de socialmente serem percebidos como drogas, o nível de toxicidade dos psicodélicos não se compara ao de drogas com maior poder de destruição, como crack e cocaína. Além disso, diferente de antidepressivos convencionais, essas substâncias têm uma tendência consideravelmente menor de causar dependência.

“As pessoas têm essa noção equivocada de que para ser considerado droga não é terapêutico e vice-versa, né? Droga é uma substância que faz algum efeito no organismo, pode ser benéfico ou não. Cafeína é uma droga”, explica Rasmussen.

Entre os psicodélicos mais destacados nos tratamentos para dependência estão a ayahuasca, a ibogaína e a psilocibina.

Pioneiro nos estudos e na aplicação da ibogaína no Brasil, além de ter sido médico chefe do único ensaio clínico com MDMA em fase 3 feito na América Latina, Rasmussen realiza os tratamentos na Santa Casa da cidade de Ourinhos, no interior de São Paulo.

“A principal diferença dos psicodélicos com relação aos medicamentos comuns é a eficiência. Enquanto um antidepressivo tem a eficácia de 30 a 40%, a da ibogaína fica acima de 80%. A segunda vantagem é o tempo. Os medicamentos convencionais demoram de 30 a 40 dias para começar a fazer efeito, já com os psicodélicos nota-se um efeito quase instantâneo, em 24 horas você já observa uma mudança de humor e na disposição”, explica.

Os resultados foram obtidos através de um estudo observacional, publicado no Journal of Psychopharmacology, realizado com 75 pacientes que passaram pelo tratamento com ibogaína para dependência.

Reprodução: Elástica.

No esquema acima, elaborado pela Elástica, é possível visualizar um resumo da ocorrência de recaídas nos pacientes que foram contatados após cada sessão de ibogaína.

Como explica a reportagem: “Os números dentro dos hexágonos amarelos representam o número de pacientes que participaram de cada etapa do tratamento. Cada passo neste esquema corresponde a uma administração de ibogaína. Os números nos pequenos triângulos preenchidos em azul claro indicam o número de pacientes que pararam nesse ponto do tratamento e, portanto, não receberam ibogaína novamente. Todas as setas azuis para cima indicam pacientes que não recaíram após uma determinada administração de ibogaína. As setas vermelhas para baixo, por sua vez, apontam para o número de pacientes que recaíram após uma determinada sessão. Cada coluna representa o resultado de uma determinada administração de ibogaína”.

Um novo significado

Além da aplicação dos psicodélicos, o texto também destaca a importância do acompanhamento terapêutico com psicólogos especialistas no tema. É o caso de Bruno Ramos Gomes. Além de ser responsável pelos atendimentos da Beneva, Gomes trabalhou com estratégias de redução de danos na Cracolândia, através do Centro de Convivência É de Lei, do qual foi presidente por cinco anos. Em seu mestrado, na USP, ele se dedicou a estudar o uso da ayahuasca no tratamento e na recuperação da população em situação de rua.

“Nas duas primeiras sessões após a ibogaína, parece que a pessoa está levitando, ela fala: ‘Tá tudo bem, eu sei que a minha família é doida mesmo, basta eu não entrar em provocações´. A pessoa fica com uma clareza de pensamento muito grande, a ponto de não precisar mais de terapia”, exemplifica.

De acordo com o psicólogo, os psicodélicos de modo geral fazem com que as pessoas compreendam de forma mais clara e fácil as situações que as levaram a desenvolver traumas e questões como a dependência. As sessões de terapia se aproveitam dessa abertura para provocar mudanças de comportamentos.

“É o que os psicólogos chamam de ressignificar, dar outro significado para o evento traumático e entender como aquele trauma não precisa paralisar a vida da pessoa. Todas essas substâncias vêm se revelando facilitadores da psicoterapia.”

Dessa forma, alinhando conhecimentos multidisciplinares, cada vez mais os tratamentos para dependência feitos com substâncias psicodélicas oferecem a possibilidade de uma melhor qualidade de vida a quem não encontra essa possibilidade nos tratamentos convencionais.

Para ler a reportagem completa, clique aqui.

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